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SMS falsos da Chave Móvel Digital surgem na mesma conversa dos códigos verdadeiros: como os distinguir

Os burlões estão a usar o remetente CMD, o mesmo que o Estado usa para enviar os códigos de acesso, e as mensagens falsas aparecem misturadas com as verdadeiras. A agência que gere a Chave Móvel Digital explica o que nunca te vai pedir e o que fazer se já carregaste no link.

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Mão a segurar um telemóvel às escuras, com uma conversa de mensagens aberta no ecrã
Imagem de arquivo. RDNE Stock project / Pexels

Se usas a Chave Móvel Digital para entrar no Portal das Finanças, na Segurança Social Direta ou noutros serviços públicos, já recebeste SMS do remetente CMD com códigos de acesso. É precisamente esse remetente que os burlões estão a usar. A Agência para a Reforma Tecnológica do Estado (ARTE), que gere a Chave Móvel Digital, avisa que as mensagens falsas podem aparecer na mesma conversa que as verdadeiras, o que as torna muito mais convincentes. O aviso está no portal gov.pt desde setembro e o 4gnews voltou a chamar a atenção para ele a 22 de outubro.

Como são as mensagens falsas

Os exemplos que a ARTE divulgou seguem quase sempre o mesmo guião. Uns dizem que o prazo para atualizares os teus dados pessoais termina dentro de poucos dias e pedem que o faças através de um link. Outros afirmam que a aplicação Autenticação.gov foi ativada num telemóvel novo e mandam-te ao mesmo tipo de endereço "se não reconheces" a operação. Há ainda mensagens que falam de dívidas fiscais em execução ou de penhoras e dão uma referência Multibanco para pagares.

Ao carregar no link, abre-se uma página muito parecida com uma página oficial, que pede dados pessoais, bancários ou códigos de acesso. Tudo o que escreves fica na posse dos burlões. As referências Multibanco também não pertencem às Finanças nem a qualquer outra entidade pública.

Os sinais que denunciam a burla

O endereço é o teste mais fiável. Os sites da Administração Pública terminam sempre em gov.pt, como o próprio gov.pt ou autenticacao.gov.pt. Os endereços usados nestas burlas incluem palavras como "autoridadetributaria", "gov" ou "govpt" para parecerem oficiais, mas acabam em .com ou .online. O mesmo vale para o email: as mensagens da Administração Pública vêm de endereços terminados em gov.pt.

A urgência é outro sinal. Prazos de dois ou três dias, ameaças de penhora e avisos de acessos estranhos servem para te pôr a agir antes de pensar. A ARTE é clara: nunca pede, por SMS, email ou chamada, dados pessoais ou bancários. Também ninguém do Estado te vai ligar a pedir os códigos da Chave Móvel Digital, os da assinatura digital, os códigos de segurança da app Autenticação.gov ou o PIN do Cartão de Cidadão. Se for essa a conversa, desliga.

O que fazer

Perante uma destas mensagens, a ARTE recomenda que não carregues no link nem respondas e que apagues o SMS. Se tens dúvidas sobre uma dívida, escreve tu o endereço do Portal das Finanças no browser e confirma lá a tua situação. Para esclarecer um contacto suspeito, a ARTE tem a Linha Cidadão, nos números 210 489 010 e 300 003 990, nos dias úteis das 9h às 18h.

Se já carregaste no link e indicaste dados, contacta de imediato o teu banco e muda as palavras-passe que possas ter usado. As vítimas podem apresentar queixa na GNR, na PSP, na Polícia Judiciária ou no Ministério Público, e a página do gov.pt sobre burlas reúne as ligações para os portais de cada uma.

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