NASA
NASA leva o teu nome a Titã, a lua de Saturno, no helicóptero Dragonfly: inscrições abertas até 15 de janeiro
A campanha Journey to Titan grava os nomes do público num microchip que viaja a bordo do Dragonfly, o primeiro aparelho voador de uma missão científica a explorar outro mundo. Quem se inscreve recebe um cartão de embarque digital. O lançamento está previsto para 2028 e a chegada para 2034.

A NASA abriu uma nova campanha para quem quer deixar uma marca no Sistema Solar sem sair de casa. Até 15 de janeiro de 2027, qualquer pessoa pode inscrever o nome para seguir num microchip a bordo do Dragonfly, um aparelho com rotores que vai explorar Titã, a maior lua de Saturno. A agência anunciou a iniciativa, chamada Journey to Titan, a 29 de outubro, e descreve o Dragonfly como a primeira missão científica a voar e explorar a superfície de outro mundo.
Como inscrever o teu nome
A inscrição faz-se na página da campanha, no endereço go.nasa.gov/dragonfly-names, que encaminha para o portal de eventos da NASA. Em troca, recebes um cartão de embarque digital personalizado, uma recordação de que o teu nome vai na missão. A NASA não indica qualquer restrição de país, por isso a campanha está aberta também a quem vive em Portugal.
O prazo termina às 23h59 de 15 de janeiro de 2027, na hora da costa leste dos Estados Unidos. Em Lisboa, isso corresponde às 4h59 da madrugada de 16 de janeiro. A NASA convida o público em geral a participar e o comunicado não menciona qualquer pagamento.
O que vai fazer o Dragonfly em Titã
O aparelho está a ser montado no Laboratório de Física Aplicada (APL) da Universidade Johns Hopkins, em Laurel, no estado norte-americano do Maryland, que lidera a missão para a NASA. O lançamento está previsto para 2028 e a chegada a Titã para 2034, depois de uma viagem de cerca de seis anos.
Titã é um caso raro no Sistema Solar. Tem uma atmosfera espessa, rios e lagos de metano líquido, grandes campos de dunas e uma superfície rica em matéria orgânica. Nicky Fox, responsável pela direção de missões científicas da NASA, descreve-o como o mundo distante mais parecido com o nosso. Depois de aterrar, o Dragonfly vai voar entre diferentes locais para estudar ambientes variados e procurar sinais da química prebiótica, a que existiu antes de haver vida, para ajudar a perceber que ingredientes e condições a tornam possível.
O Dragonfly é a quarta missão do programa New Frontiers da NASA, gerido pelo Centro de Voo Espacial Marshall, no Alabama. A investigadora principal é Elizabeth Turtle, do APL. Se te inscreveres, guarda o cartão de embarque: os nomes só chegam a Titã daqui a oito anos, em 2034.



