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PS5 sem espaço: como escolher e instalar um SSD M.2 para guardar mais jogos sem perder a garantia
A PS5 tem uma ranhura livre para um segundo SSD, onde os jogos correm como no disco interno. A Sony aceita unidades de 250 GB a 8 TB, mas exige um tipo de ligação específico, um dissipador de calor e uma formatação que apaga tudo. Um disco USB serve para arrumar, não para jogar.

Se a PS5 te obriga a apagar um jogo cada vez que queres instalar outro, há uma solução que a Sony suporta oficialmente: a consola tem uma ranhura de expansão para um segundo SSD, do tipo M.2, usado também nos computadores. Os jogos instalados aí podem ser transferidos, atualizados e jogados como no armazenamento interno, e podes movê-los livremente entre os dois. A instalação não exige conhecimentos técnicos, mas o disco tem de cumprir requisitos precisos, e é aí que muita gente se engana.
Que SSD comprar
Segundo a página de assistência da PlayStation, a consola aceita SSD M.2 do tipo NVMe com ligação PCI-Express de quarta geração (Gen4 x4, com encaixe Key M) e capacidades entre 250 GB e 8 TB. Os SSD M.2 do tipo SATA, mais antigos, não são compatíveis, mesmo tendo o mesmo formato. São aceites os tamanhos 2230, 2242, 2260, 2280 e 22110, e a Sony recomenda uma velocidade de leitura sequencial de 5.500 MB/s ou mais.
O ponto que mais falha é o arrefecimento. A Sony diz que não deves usar o SSD sem um dissipador de calor ou uma folha de transferência térmica, que podem vir já montados no disco ou ser comprados à parte. O conjunto não pode ter mais de 25 mm de largura nem mais de 11,25 mm de espessura. Se a tampa da ranhura não fechar bem, é provável que o dissipador seja grande demais. A empresa avisa ainda que não garante que todos os discos dentro destas especificações funcionem, e que alguns jogos podem não ter o mesmo desempenho que no SSD interno.
Como instalar
Precisas de uma chave de fendas Phillips n.º 1, de uma mesa bem iluminada e de descarregar a eletricidade estática, tocando num objeto de metal ligado à terra. Antes de tudo, atualiza o software da consola. Nos modelos mais recentes (CFI-2000 e CFI-7000) tiras uma das tampas laterais; nos originais (CFI-1000) a consola tem de ficar deitada, com o logótipo virado para baixo, depois de arrefecer e sem cabos ligados. Em ambos os casos retiras a tampa da ranhura, ajustas o espaçador ao comprimento do SSD, encaixas o disco na diagonal e prendes com o parafuso.
Ao ligar a consola aparece o guia de formatação. A PS5 formata o SSD na totalidade, sem partições, e apaga tudo o que lá estava. Depois disso escolhes onde ficam as novas instalações em Definições, Armazenamento, Local de instalação. Para mover jogos que já tens, vais à Biblioteca de jogos, carregas no botão Opções e escolhes Mover jogos e aplicações.
O que convém saber antes
Um disco USB externo é mais barato, mas tem limites: os jogos da PS5 podem ficar lá guardados, só que precisam de ser copiados de novo para o SSD interno ou para o M.2 antes de os jogares. Os dados de um mesmo jogo também não podem ficar divididos entre dois discos.
A Sony afirma que, em geral, a garantia não é afetada se o SSD cumprir as especificações e seguires as instruções, mas danos causados por uma instalação mal feita não são cobertos. Se enviares a consola para reparação, tens de tirar o SSD antes. E se mudares de PS5, podes passar o disco para a nova consola sem o formatar, desde que inicies sessão com a mesma conta.



