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Carros elétricos

Tesla sai pela primeira vez do top 10 das marcas mais inovadoras nos carros elétricos, liderado pela Geely

O ranking do Center of Automotive Management, que a Tesla liderava quando foi criado, em 2016, põe agora a marca em 11.º lugar. A Mercedes subiu três posições e os grupos chineses e alemães dominam a lista, com a autonomia, a potência de carregamento e a eficiência como critérios principais.

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Tesla Model Y branco estacionado em frente a um posto Supercharger vermelho e branco, com pessoas e outros carros ao fundo
Imagem de arquivo. Alexander Migl / Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)

A Tesla deixou de estar entre os dez fabricantes de carros elétricos mais inovadores, segundo o Electromobility Report do Center of Automotive Management (CAM), um instituto alemão dirigido pelo professor Stefan Bratzel. O ranking, noticiado pelo site electrive a 21 de outubro, coloca a marca norte-americana em 11.º lugar, depois de ter estado em 6.º na edição de janeiro. É a primeira vez que isso acontece desde que a lista foi criada, em 2016, ano em que a Tesla ocupava o primeiro posto. A pontuação da marca até subiu ligeiramente, mas os concorrentes lançaram muito mais novidades nos elétricos.

Quem está à frente

O pódio não mudou em relação a janeiro: o grupo chinês Geely soma 207 pontos, o grupo Volkswagen 204 e a BYD 192. A maior subida foi a da Mercedes-Benz, que ganhou três lugares e ficou em 4.º com 147 pontos. O top 10 fecha com a BMW, a SAIC, a Hyundai, a Renault, a GM e a Stellantis. A Tesla tem 78 pontos.

O estudo analisou 910 inovações de série apresentadas por 38 grupos automóveis entre 2021 e o primeiro semestre de 2026. Os critérios centrais são o que o CAM considera mais relevante para quem compra um elétrico: autonomia, consumo e potência de carregamento. A lista conta ainda a estreia de motorizações elétricas em novos segmentos e avanços nas baterias e no controlo do carregamento.

Exemplos que contaram

Entre as novidades destacadas está o carregamento ultrarrápido da BYD, que chega aos 1.500 kW por uma única ficha no Denza Z9 GT; a versão europeia carrega de 10% a 97% em cerca de nove minutos, mesmo a 30 graus negativos, segundo os dados citados. No campo da eficiência, o estudo aponta o Volkswagen ID.3 Neo, com 629 km de autonomia WLTP numa bateria de 79 kWh e consumos a partir de 14,3 kWh por 100 km. A Mercedes é elogiada pela variedade de modelos elétricos e, tal como a BMW, pelas funções de carregamento bidirecional, que deixam usar a bateria do carro para alimentar a casa ou a rede.

Para Stefan Bratzel, a liderança na inovação continua nas mãos de fabricantes chineses e alemães, e o fator decisivo já não é ter elétricos à venda mas oferecer o melhor conjunto de autonomia, carregamento, eficiência e preço. O responsável do estudo nota que os fabricantes chineses estão a transformar essa vantagem tecnológica em vendas, com as matrículas de elétricos novos destas marcas a duplicar na Alemanha. O ranking mede as inovações lançadas, e não as vendas: segundo dados da Dataforce citados pela Razão Automóvel, o Tesla Model Y foi o carro mais vendido na Europa entre janeiro e setembro, com 167.369 unidades.

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